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28.10.20

ÁLBUM DA SEMANA #24: IRMA - PRIMAVERA


Tiago Ferreira

O lançamento de PRIMAVERA, o álbum de estreia de IRMA, coincide não por acaso com o aniversário da artista, marcando de forma simbólica o nascimento de uma promissora cantora, letrista e compositora da nova geração.

 

IRMA é uma artista completa que, apesar de se ter primeiro afirmado junto do grande público enquanto actriz, tem no canto e na composição a mais antiga expressão do seu talento, que revelou ainda criança e que agora abraça em paralelo à representação. 

 

Autora das músicas e letras dos 9 temas que compõem PRIMAVERAIRMA partilha os arranjos e produção com Pity.  

 

IRMA nasceu em Lisboa mas a sua identidade reflete forte influência da cultura angolana, ou não fosse Angola o país de origem dos avós com quem cresceu. Aos 12 anos herdou uma guitarra da mãe, que não mais parou de explorar ao mesmo tempo que se aventurava na escrita de canções, primeiro dentro do seu quarto e a pouco e pouco com a porta aberta para o mundo. Licenciada em Artes Performativas, porque sempre acreditou que música, teatro e dança se complementam. Soma vários papéis enquanto atriz de ficção transmitida nos vários canais nacionais e já fez parte do elenco de vários musicais: "Entre o céu e a terra", " A bela e o mostro", "Terra dos sonhos", "Eusébio, um hino do futebol" e “ZOO”.

 

Nas palavras de IRMA, «Esta PRIMAVERA vem renovar. Renovar votos com o compromisso que tenho com os meus sonhos. Esta PRIMAVERA vem falar do coração, vem lembrar que a qualquer hora, em qualquer lugar, somos da mesma pele. Pede para não te ires embora e que esperes pela Alfazema que vai florescer. Espera que acredites que as crianças podem salvar o mundo. Beija-te e depois pede para te ires embora sem medo da saudade. A saudade tem isto, não precisas de te lembrar porque nunca te vais esquecer.»

 

E o que é que IRMA tem a dizer sobre cada tema do álbum PRIMAVERA?

 

CORAÇÃO - O Coração abre caminho para o renascer. É o início da Primavera, o início do nascer. Escrevi-o em novembro de 2018 e nem sabia que ia fazer um disco. Mas depois vem a Primavera...

 

A QUALQUER HORA - Há 10 anos fiz o A qualquer hora. Só para recordar que não há condição para amar. Não há tempo, não existe lugar, nem forma de se amar melhor ou pior. Existe amar e tudo o que não parece amor não é amor. Não se confundam.

 

 

DA MESMA PELE - Eu costumo dizer que em qualquer relação tem que existir volta e meia actualização. Como nas aplicações. Temos de nos actualizar com o outro. Saber que estamos na mesma página, mesmo que o tempo já nos tenha colocado num lugar diferente. Mas mesmo em lugares diferentes podes sempre escolher não largar a mão, estar sempre para sempre. 

 

 

ALFAZEMA - Fiz o Alfazema num dia de pós-parto por isso não posso dizer com toda a certeza que o dia era triste. Existe 99% de chances de ter sido só hormonal. O alfazema fala de quem sou sem me julgar. É um exercício de não me pôr em causa.

 

BEIJA-ME A BOCA - Não se vai embora sem se estar bem. Não se dorme sem um beijo de boa noite. Aquela sensação de medo da perda. Eu tenho muito medo da perda, se calhar é por isso. Evito ir-me embora sem me despedir. 

 

MONAMI - O Monami foi uma carta escritas a todas as crianças para crescerem com a noção de que podem salvar o mundo. A sensação que eu tenho é que As crianças são a semente de todas as flores que podem nascer. Cada um de nós tem que assumir responsabilidade pela própria vida, pela sociedade e pelo mundo.

 

 

NÃO VÁS - O Não Vás conta a história do amor com amor se paga. Não é clichê nenhum. Tudo aquilo que damos realmente recebemos a dobrar e muitas vezes não é de uma forma evidente. O retorno pode vir em múltiplas formas e devemos estar mesmo conscientes disso. Devemos saber cuidar para ser cuidados. Dar atenção, estar atentos ao outro. 

 

SAUDADE - O Saudade é das minhas músicas preferidas do álbum. Às vezes é muito duro saber lidar com ela mas não temos o mínimo controlo da saudade, do sentir falta. Há várias formas de a sentir. Ela existe no micro e no macro. Na saudade que está perpetuada ou na saudade momentânea. E acho que tem que ser sentida porque enquanto ela existe é porque ainda não te esqueceste.

 

SAI SÓ - O Sai Só é uma música que gritar para saíres do caminho se não há mais nada para contar. Se não temos mais nada que crie valor. Fiz o Sai Só na sequência de uma relação tóxica, daquelas de onde ninguém consegue sair mas que, efectivamente, já não tem nada para dar.

 

Este é o ÁLBUM DA SEMANA para a tua MUSICPORTUGAL! Aqui, APOIAMOS O TALENTO NACIONAL!

 

 

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