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06.04.16

Campanha: "E Se Fosse Eu?"


Tiago Ferreira

"E Se Fosse Eu?" é a pergunta que se coloca neste dia, 06 de abril de 2016. Esta campanha é um meio de incentivar as pessoas de sensibilização para o acolhimento de refugiados.

A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), o Alto Comissariado para as Migrações, I.P. (ACM, I.P.) e o Conselho Nacional de Juventude (CNJ) encontra-se a realizar o lançamento de “E se fosse eu? Fazer a mochila e partir”, uma iniciativa de sensibilização das crianças e dos jovens para as dificuldades pelas quais os refugiados passam para fugir da guerra, procurando proteção humanitária. Esta campanha de solidariedade quer promover a nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, no lugar do refugiado. Tem como objetivo compreender como se sentem os refugiados, na hora de partirem, onde através desta campanha, poderemos ajudar melhor, a tornar o mundo um lugar um melhor, e tornar as vidas dos refugiados ainda melhores. "O objetivo é "motivar a discussão nas escolas e nas famílias portuguesas para a realidade que é fazer caber a vida inteira numa mochila e com ela às costas fugir da guerra e da morte".

"Antes da partida têm de selecionar as poucas coisas que podem levar consigo num trajeto de milhares de quilómetros. É isso que acontece às famílias de refugiados que partem da Síria, deixando tudo para trás.O plano é que na primeira aula, a 6 de abril, além deste desafio, seja feita uma reflexão entre o professor e os alunos sobre o que é ser refugiado. Ainda que se trate de uma simulação, o ser-se colocado perante esta experiência vai fazer perceber um pouco melhor o que quer dizer a vida de refugiado." FONTE http://www.refugiados.pt/fosse-desafia-estudantes-colocarem-na-pele-um-refugiado/

 

 

DEIXAR TUDO E PARTIR COMO UM REFUGIADO. SÓ COM UMA MOCHILA. NADA MAIS. 

HISTÓRIA DE UM REFUGIADO (AQUI NO WEBSITE NÃO VAMOS COLOCAR O NOME DA PESSOA): "Deixei a Síria com duas malas, mas os traficantes disseram que apenas podia transportar uma. A outra mala tinha roupa. Isto é apenas o que me restou: pequeno saco com os documentos; terço (presente da antiga namorada); relógio da namorada (partiu-se durante a viagem); bandeira síria e amuleto palestiniano; pulseiras (presentes de amigos); palhetas para a guitarra; telemóvel e cartão SIM sírio; identificação; 1 t-shirt".

E SE FOSSE EU? A pergunta foi colocada ao nosso diretor, e para ele, dar uma resposta a este tipo de perguntas é muito díficil:

E se fosse eu? Primeiro não gostava de estar perante uma situação destas, porque em momentos mais tensos, "mais chatos", costumo ficar muito nervoso e muito tenso, mas se tivesse que partir como um refugiado, tinha que deixar tudo e colocar o essencial numa só mochila.

Numa mochila colocaria o telemóvel e o carregador (elemento essencial visto que tenho lá quase a minha vida toda, as minhas músicas, as minhas fotos, etc.); um livro (qualquer um, visto que gosto de ler todo o tipo de livros); duas mudas de roupa interior; uma t-shirt; um pequeno álbum de fotos, com as fotos da minha família; os fones; a minha identificação; algum dinheiro (o suficiente para poder sobreviver, e para poder ajudar a minha família); produtos de higiene; e não sei o que colocaria mais. É mesmo difícil escolher o que levar numa só mochila!

Ainda que se trate de uma simulação, o ser-se colocado perante esta experiência vai fazer perceber um pouco melhor o que quer dizer a vida de refugiado.

esefosseeu.png

"Crê-se que esta iniciativa tem uma dimensão importantíssima de educação para a cidadania e de perceber que nenhuma comunidade e nenhum país estão isentos do risco de poder, um dia, ter uma situação de conflito, de crise e ser obrigada a fugir. Mas também representará um exercício de mobilização dos jovens para esta causa do acolhimento e integração dos refugiados."

E SE FOSSES TU? Partilha imagens e vídeos da iniciativa na página "esefosseeu"e utiliza a hashtag #esefosseeu nos posts relacionados no Facebook, no Twitter e no Instagram. http://www.esefosseeu.pt/