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22.06.21

DESCOBRE AQUI O ÁLBUM DE ESTREIA DE JONAS, "SÃO JORGE"


Tiago Ferreira

"São Jorge" é o aguardado disco de Jonas, já disponível em CD e em todas as plataformas digitais. É o longa duração de estreia do fadista lisboeta, que, paulatinamente, se afirma como uma das vozes mais interessantes da música portuguesa, com as suas composições que encontram a harmonia e o equilíbrio entre os acordes intemporais e o sentimento contemporâneo.

 

"Jacarandá" é o novo single do artista português.

 


Jonas que conta com um percurso multidisciplinar como coreógrafo, bailarino, performer, cantautor e fadista. Revela agora a sua genialidade enquanto letrista e compositor, não deixando ninguém indiferente à sua visão do mundo

Em "São Jorge" assistimos à apresentação do universo de composição musical e literária de Jonas, que ao longo da última década foi registando a perspectiva de um cidadão que habita a Lisboa do séc. XXI.

Recorrendo a ferramentas de composição do fado antigo, o autor não tem pudor em empregar estrangeirismos ou palavrões para sublinhar a crueza, se o tema assim o exigir. Mas, acima de tudo, é evidenciada a função primária do Fado enquanto contador de histórias, proporcionando ao ouvinte um desfile de imagens com grande proximidade e vividez.

Na sua composição musical, Jonas vem impregnar o seu fado de sonoridades que têm origem noutros territórios e fá-lo sempre que sente que a canção prospera. Um quarteto clássico de fado - composto  por duas guitarras portuguesas, viola e contrabaixo - enraízam e arrematam toda a sonoridade de um álbum que contou com a produção musical de excelência do singular Jorge Fernando.

 

Nas palavras de Jonas, «"São Jorge" é ainda influenciado por diversos ícones religiosos que dominam a cultura de uma Lisboa, com um Cristo a pairar sobre a cidade. Por entre santos e reis magos, o santo padroeiro esquecido de Portugal vem dar nome ao álbum. Este acto simbólico por parte do autor é quase como que um convite à reconexão com as nossas ancestralidades enquanto portugueses, portugueses que substituíram no seu altar um santo guerreiro surrealista montado num cavalo a debater-se com um dragão, por um santo estático, pacífico e vertical com um menino ao colo. O que quer isto dizer sobre nós e a nossa história?».

 

 

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