Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

MUSICPORTUGAL

Aqui, APOIAMOS O TALENTO NACIONAL!

MUSICPORTUGAL

29 de Outubro, 2020

NOVO ÁLBUM DE CARLOS DO CARMO, "E AINDA...", CHEGA ÀS LOJAS NO DIA 27 DE NOVEMBRO

Em novembro de 2019, Carlos do Carmo despediu-se dos palcos com concertos esgotados há largos meses nos Coliseus do Porto e de Lisboa, no culminar do ano em que comemorou 80 anos de idade. Agora, o fadista canta os “seus poetas” e, pelas suas palavras, edita “aquele que poderá ser o último disco”.

 

“E Ainda…” é o título do novo álbum de Carlos do Carmo e chega às lojas no próximo dia 27 de novembro

 

 

“E Ainda…” nasce da intuição e da certeza de que Carlos do Carmo tinha ainda fados por cantar. Fados que, nalguns casos, nem suspeitavam que pudessem ser fados.

 

É o caso de Herberto Helder. Nas duas derradeiras páginas de “Poemas Canhotos”, o último livro que o poeta publicou em vida, o fadista intuiu uma música escondida naqueles escritos finais, e tratou de enviar o texto para que António Victorino d’Almeida confirmasse aquilo que cada célula do seu corpo já sabia: desta vez, havia de cantar Herberto Helder.

 

Herberto Helder não é o único poeta que Carlos do Carmo canta pela primeira vez neste álbum. Hélia Correia escreveu para si os versos de “Sombra”. E de Sophia de Mello Breyner Andersen descobriu a sua “Canção 2”. Já Jorge Palma entregou ao fadista uma canção sublime que é tanto “devida” quanto “de vida”.

 

Júlio Pomar, Vasco Graça Moura e Paulo de Carvalho são outros dos cúmplices de mais uma obra em que a palavra, sempre a palavra, ganha papel de destaque.

 

“E Ainda…” foi gravado ao longo de três anos e chegará às lojas na sua versão standard com 2CDs (o álbum de originais e o registo ao vivo dos Coliseu de 2019) e na versão limitada e especial, exclusivo Fnac, onde se encontra para além dos 2 CDs um DVD com o registo do concerto que marcou a despedida dos palcos do fadista e um video com uma entrevista feita ao longo da gravação do álbum e imagens inéditas de estúdio e de ensaios

 

No concerto do Coliseu dos Recreios, sala nobre da sua Lisboa, Carlos do Carmo desfiou memórias, revisitou uma carreira que teve o supremo condão de popularizar o fado junto de um público alargado que cresceu a ouvir “Os Putos”, “O Cacilheiro”, “O Homem das Castanhas”, “Lisboa Menina e Moça”, “Um Homem na Cidade” ou “Canoas no Tejo”.

 

Esse e este momento são também o de celebração de toda uma vida a trazer ao fado a quem dele desconfiava, a mostrar o fado a quem o desconhecia, a mostrar ao mundo como Portugal tinha uma canção que nasceu nas ruas e sempre as soube cantar.

 

CARLOS DO CARMO.png