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08.10.21

NOVO ÁLBUM DO CAMANÉ, "HORAS VAZIAS", DISPONÍVEL A 29 DE OUTUBRO


Tiago Ferreira

É possível já terem passado seis, sete anos desde que Camané nos brindou com um disco, verdadeiramente, novo?
  
Agora, a 29 de Outubro, sete anos depois de "Infinito Presente", Camané lança um novo álbum de material novo. Chama-se "Horas Vazias".
 
A voz de Camané enriqueceu-se, aperfeiçoou-se, tornou-se mais solta mas também mais funda. Se o norte da sua arte continua a ser “entregar as palavras”, como sempre gostou de dizer - a maneira como a voz transporta e comunica a emoção que se esconde por trás de um poema - em 2021, Camané entrega as palavras como nunca o fez antes.
  
"Horas Vazias" são 16 novos temas, entre clássicos, inéditos e fados tradicionais. Onde Camané faz suas as “Aves Agoirentas” que Amália gravou no álbum do “Busto”, mas também a “Marcha de Alcântara” criada por Vitorino em 1988. Onde reinventa o Fado Rosa com um poema de Sebastião Cerqueira (“Às Vezes Há um Silêncio”) ou coloca “As Ilhas Afortunadas” de Pessoa no Fado Menor/Maior (dedicado a José Pracana). E onde cria originais de Sérgio Godinho (“O Fado que em Tempos te Cantei”), Jorge Palma (“Noite Transfigurada”), Pedro Abrunhosa (“Que Flor se Abre no Peito”), Amélia Muge (“Se a Solidão Fosse”) ou Carminho (“Nova Vénus”, sobre poema de Júlio Dinis).
 
"Horas Vazias" foi gravado com os cúmplices de sempre José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola de fado) e Carlos Bica (contrabaixo). Mas, pela primeira vez, sem o saudoso José Mário Branco aos comandos – embora o ouçamos presente na música inédita que escreveu para o poema de Amália “Tenho Dois Corações”. Coube a Pedro Moreira, veterano do jazz, a tarefa de produzir e arranjar "Horas Vazias"s, introduzindo pequenas fugas (o saxofone de Ricardo Toscano, o acordeão de João Barradas, um sexteto de cordas) mas nunca se desviando do mapa. Mantendo intactas as coordenadas do que faz de Camané quem ele é: o Fado, ainda e sempre, e as palavras, inteiras, por inteiro.
 
E a voz. A voz, sem igual, sem comparação. A voz que, por si só, chega para preencher vazios que nem sabíamos que existiam.
 
Tivemos saudades de ouvir Camané, assim, só ele, só seu. A 29 de Outubro, ele está de volta.

 

Este é o alinhamento do novo álbum do Camané:

 

1. QUE FLOR SE ABRE NO PEITO (Pedro Abrunhosa)

2. AMAR NÃO CUSTA (FADO DA BICA) (Sebastião Cerqueira / Jaime Santos)

3. NOITE TRANSFIGURADA (Jorge Palma)

4. FALSA PARTIDA (Maria do Rosário Pedreira / Mário Laginha)

5. QUEM ÉS (João Monge / José Manuel Neto, Carlos Lopes)

6. O FADO QUE EM TEMPOS TE CANTEI (Sérgio Godinho)

7. AVES AGOIRENTAS (David Mourão-Ferreira / Alain Oulman)

8. FOSTE EMBORA (Vitorino)

9. NOVA VÉNUS (Júlio Dinis / Carminho)

10. AS ILHAS AFORTUNADAS (FADO MENOR/MAIOR) (Fernando Pessoa / Trad.)

11. TENHO DOIS CORAÇÕES (Amália Rodrigues / José Mário Branco)

12. MEU AMOR (Sebastião Cerqueira / Miguel Amaral)

13. MARCHA DE ALCÂNTARA (Vitorino)

14. SE A SOLIDÃO FOSSE (Amélia Muge)

15. ÀS VEZES HÁ UM SILÊNCIO (FADO ROSA) (Sebastião Cerqueira / João David Rosa)

16. HAVEMOS DE NOS VER OUTRA VEZ (Teresa Muge)

 

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