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MUSICPORTUGAL

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28 de Fevereiro, 2022

PHOENIX RDC - ÁREA AZUL (com letra)

(Verso 1)

Eu vim da cidade onde o sonho 'tá longe da realidade

Aqui ninguém semeia vento, mas todos colhem tempestade, e

Foi nessa cidade onde eu vi que não existe igualdade

Uma coisa é expectativa, outra coisa é realidade

Eles querem que eu seja o podre da sociedade

Mas a miséria motiva-me p'ra que eu lute p'rá igualdade

Bairros sociais são a lixeira num modo camuflado

Por isso é que 90 % da comunidade 'tá atrás das grades

Eu não queria 'tar no crime, eu queria 'tar no ringue

Toda a criança sonha e eu sonhei ser Ronaldinho

Minha mãe lavava pias, dizia: "Filho, a vida é assim"

Já 'tava conformada, sentia-se rica no vazio

Eu sei que depende da perspetiva, não

Que eu não seja humilde, eu 'tive falta de cartão de cidadão

Não foi de skill

E vi muitos que nem no meu nível 'tão a conquistar aquilo

Que eu chamava de sonho d'obriga, eu fui vender uns kilos

Fui clickar gatilhos que p'a dar papa aos filhos

Miseráveis, orfãos como eu, e uns a bófia deu tiro no pai

Trauma é subsídio, suicídio sai

E o tio Elídio, só optou por ser bandido porque o sistema trai

 

Vi muita mãe a dar a frente frequentemente por mantimento

Não por sentimento, boy, isto dói

Sacrificaram o corpo por um futuro diferente

P'ro filho ser gente, deram no gerente e na Playboy

 

[Verso 2]

E o meu tropa foi preso por 'tar no bar sem ticket

É só p'ra verem o despreso e como o sistema irrita-me

Eles pisam o people do ghetto, fazem do preto, chiclete

E isso tudo porque no parlamento quem 'tá na frente é Hitler

(Jesus) A minha raça não é do privilégio

Única esperança é ser o próximo Eusébio

Qual é que é a diferença do meu bairro e um cemitério?

A diferença é que somos zombies e os mortos já descansam deste inferno

(Cala-te)

Se te incomoda por eu bater na me'ma tecla

Tira a tecla, ou então vais-me ver bater na tecla até morrer

(Cala-te)

Vocês só falam o que não sabem que a gente enfrenta

Lamento ya, vou continuar na reta que ainda tenho fé

(Cala-te) Eu estou no caos e já avanço p'á quinta década

Se vi paz, foi uma beca, bruh

Mas tinha que 'tar a correr (Cala-te)

Aos sete conheci a dieta, e hoje dispenso essa treta

Deviam dar nome de "ofença" a refeições gourmet

 

[Refrão]

Quem patrulha a área é a Judiciária

A paz no bairro agora é coisa rara

Uma falha e vais lá parar onde a minha gente para

Quem patrulha a área é a Judiciária

A paz no bairro agora é coisa rara

Uma falha e vais lá parar onde a minha gente para

A gente agora só acredita em Deus quando convém

E a igreja hoje é p'a pedir perdão porque magoei alguém

Caguei p'o "amém", meu ferro é mais sagrado que Jesuralém

E quando eu 'tou pragado, BAGO até um surdo escuta bem

Os bófias acham que todo o rasta [hustler?]

Na esquadra é praxe, parece que é a caça da classe baixa

Por isso é que quando a gente vence, se acha

Mamona trás a taça que eu quero ver os Venturas a darem graxa

Já não há vergonha, eles chacham em pública praça

Deram uma brecha, hoje o Chega na rua marcha

Querem apagar o Éder que fodeu a França

Encher a pança, não deram mérito, só distância

Eles vão dizer que é só mania da perseguição

Cansei de viver na rabia, não é so imaginação

Hoje a minha rebeldia é voz, minha munição

Porque as mentes vazias propagam sem noção

 

[Refrão]

Quem patrulha a área é a Judiciária

A paz no bairro agora é coisa rara

Uma falha e vais lá parar onde a minha gente para

Quem patrulha a área é a Judiciária

A paz no bairro agora é coisa rara

Uma falha e vais lá parar onde a minha gente para

 

Querem guerra? Se não querem, get out

Deixem o preto violento

Querem guerra? Se não querem, get out

Nao so´um preto violento

Querem guerra? Se não querem, get out

Não sou um preto violento

 

 

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